Tempo de leitura: 4 minutos
O Simples Nacional completa 20 anos como uma das maiores políticas de inclusão empresarial do Brasil, simplificando tributos, fortalecendo pequenos negócios e impulsionando o empreendedorismo.
Há 20 anos, falar em abrir uma empresa no Brasil era quase como entrar em uma aventura sem mapa, sem GPS e, muitas vezes, sem manual de instruções. Burocracia, tributos complexos, obrigações espalhadas e pouca orientação faziam parte da rotina de quem queria empreender.
E aí veio o Simples Nacional, criado dentro do movimento de valorização das micro e pequenas empresas, trazendo uma proposta que parecia simples, mas era revolucionária: facilitar a vida de quem empreende.
E a Juscon? Bom, podemos dizer que quando tudo ainda era mato no universo da simplificação tributária, a Juscon já estava lá, acompanhando empresas, orientando empresários e ajudando pequenos negócios a entenderem que formalizar não precisava ser um bicho de sete cabeças.
O Simples Nacional mudou a forma de empreender no Brasil
O Simples Nacional não foi apenas uma mudança tributária. Ele representou uma mudança de mentalidade.
Antes, muitos empreendedores enxergavam a formalização como algo distante, caro e burocrático. Com a criação de um regime mais simplificado, milhões de empresas passaram a ter acesso a uma estrutura mais organizada para recolher tributos, cumprir obrigações e crescer com mais segurança.
Segundo artigo publicado pelo Sebrae em 30 de abril de 2026, os pequenos negócios representam 96% das empresas do país, somam mais de 24 milhões de CNPJs e respondem por 80% dos novos empregos no Brasil. Esses dados mostram que simplificar não foi apenas uma medida administrativa, mas uma estratégia de desenvolvimento econômico.
O MEI ampliou ainda mais essa transformação
Outro capítulo importante dessa história veio em 2008, com a criação do Microempreendedor Individual, o MEI. Essa iniciativa abriu as portas da formalização para milhões de trabalhadores que antes atuavam de maneira informal.
Com o MEI, profissionais autônomos passaram a emitir nota fiscal, contribuir para a Previdência, acessar benefícios e se posicionar de forma mais profissional no mercado.
Foi um divisor de águas. Aquela pessoa que fazia doces em casa, prestava serviços, vendia produtos ou atendia clientes de maneira informal passou a ter CNPJ, direitos e novas oportunidades.
Pequenos negócios, grande impacto
Quando falamos em micro e pequenas empresas, não estamos falando de um segmento pequeno em importância. Muito pelo contrário.
São esses negócios que movimentam bairros, geram empregos, sustentam famílias, fortalecem comunidades e ajudam a economia a girar todos os dias.
A padaria da esquina, o salão de beleza, a loja de roupas, a oficina mecânica, o prestador de serviços, o pequeno comércio e tantas outras empresas fazem parte dessa engrenagem. E, por trás de cada CNPJ, existe uma história de coragem, esforço e sonho.
A contabilidade como parceira do crescimento
Mesmo com a simplificação, empreender no Brasil continua exigindo atenção. O Simples Nacional facilitou muitos processos, mas não eliminou a necessidade de planejamento, acompanhamento tributário e gestão.
É aí que entra o papel da contabilidade consultiva.
Na Juscon, acompanhamos essa evolução desde o começo. Vimos empresas nascerem pequenas, crescerem, mudarem de regime tributário, ampliarem equipes e enfrentarem novos desafios. E, em cada etapa, a orientação correta fez diferença.
Porque estar no Simples Nacional não significa simplesmente “pagar menos imposto”. Significa entender o faturamento, acompanhar anexos, verificar atividades permitidas, controlar limites, avaliar folha de pagamento, observar retenções e planejar o crescimento para evitar surpresas.
O futuro do Simples Nacional exige atualização
Celebrar os 20 anos do Simples Nacional também é olhar para frente.
A economia mudou. O digital cresceu. Novos modelos de negócio surgiram. A Reforma Tributária está redesenhando o sistema de consumo no Brasil. E as empresas precisam acompanhar esse movimento com estratégia.
O próprio artigo do Sebrae destaca que os próximos desafios envolvem adaptação à economia digital, incentivo à inovação, ampliação do acesso a mercados internacionais e atualização constante das regras.
Ou seja: o Simples foi um grande começo, mas não pode ficar parado no tempo.
Simplificar foi só o começo
O Simples Nacional ajudou o Brasil a formalizar negócios, gerar empregos e fortalecer o empreendedorismo. Ele trouxe mais inclusão, mais organização e mais oportunidades para milhões de brasileiros.
Mas, como todo bom empreendedor sabe, crescer exige mais do que começar. Exige planejamento, orientação e capacidade de adaptação.
E a Juscon segue aqui, como estava lá no começo, quando tudo ainda era mato, acompanhando cada mudança, traduzindo a legislação para a realidade das empresas e ajudando empresários a tomarem decisões mais seguras.
Porque simplificar é importante. Mas crescer com estratégia é melhor ainda.

